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No Brasil, 7 em cada 10 têm mentalidade insular 

72% dos brasileiros entrevistados hesitam ou estão pouco dispostos a confiar em alguém com valores, fontes, formas de resolver problemas ou origens culturais diferentes das suas. 

Gráfico com o título ‘Em geral, eu sou…’ que mostra níveis de disposição para confiar em pessoas diferentes. Uma barra horizontal apresenta três categorias: ‘Pouco disposto’ (34), ‘Hesitante’ (38) e ‘Aberto’ (28). Em destaque, o dado ‘72%’, indicando: ‘Eu hesito ou estou pouco disposto a confiar em alguém que é diferente de mim’.

Existe um consenso global de que a insularidade precisa ser abordada  

No Brasil, a maioria dos entrevistados acreditam ser um problema que as pessoas em seu país desconfiam tanto de quem é diferente que acabam tentando prejudicar unas à outras. 

Gráfico de barra vertical que mostra a percepção sobre a gravidade de um problema. A barra está dividida em dois níveis: 25% consideram que é um problema moderado e 58% que é um problema grande ou uma crise. No total, 83% percebem como um problema em algum nível.

O brokering de confiança pode ajudar a superar divisões 

Todas as instituições tem papel de reduzir as divisões e facilitar a construição de confiança. No Brasil, os empregadores estão melhor posicionados para atuar como brokering de confiança. 

Gráfico intitulado ‘Porcentagem dos que afirmam’ que compara a expectativa (‘esta instituição tem obrigação’, em azul escuro) com o desempenho (‘esta instituição está indo bem’, em azul claro) em diferentes instituições. Há uma diferença negativa entre expectativa e desempenho em todos os casos: Meu empregador (-23), Empresas (-30), ONGs (-32), Mídia (-40) e Governo (-49). Os valores mostram: Meu empregador 70 vs 47; Empresas 71 vs 41; ONGs 71 vs 39; Mídia 77 vs 37; Governo 79 vs 30.

 

Brokering de confiança na era da insularidade

 

 

1. Insularidade generalizada  atrapalha o progresso

Incerteza econômica, medos persistentes e pessimismo fizeram as pessoas se voltarem para si, em busca de segurança e previsibilidade. A mentalidade insular agora prevalece: 7 em cada 10 brasileiros não estão dispostos ou hesitam em confiar em alguém que seja diferente deles. Nesse contexto, o interesse comum e valores alinhados se tornam fundamentais para a construção da confiança.

 

2. Empresas devem lidar com a insularidade

Se negligenciadas, as diferenças não resolvidas irão prejudicar a produtividade no trabalho, enfraquecer a liderança dos CEOs e aumentar a resistência à inovação. Para enfrentar a insularidade geopolítica, multinacionais precisam evoluir para um modelo policêntrico, focado no investimento em relações locais de longo prazo.

 

3. Brokering de confiança depende de estratégia

O brokering de confiança pode ser realizado por instituições ou indivíduos. O foco deve ser engajar pessoas onde elas estão, e não tentar mudá-las, ouvindo sem julgamento e traduzindo suas realidades. Quando realizado de maneira eficaz, o brokering de confiança ajuda a superar divisões. 

 

4. Empregadores estão bem posicionados para construção de confiança

Empregadores apresentam a menor diferença entre expectativa e desempenho, além de manter um alto nível de confiança entre os empregados. Isso os coloca em uma posição privilegiada, podendo impulsionar a confiança por meio de treinamentos de resolução de conflitos e criando oportunidades de interação entre pessoas com valores diferentes.

Explore os achados

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Principais achados

01

Poucos são otimistas sobre o futuro 

Apenas 30% dos brasileiros entrevistados acreditam que a próxima geração estará em uma situação melhor no futuro. 
 

02

O nacionalismo se difunde

A confiança favorece empresas nacionais. Os brasileiros confiam 7 pontos mais em empresas nacionais do que em empresas estrangeiras. Além disso, 25% dos entrevistados no país apoiariam a redução do número de empresas estrangeiras no Brasil, mesmo que isso significasse preços mais altos.

03

A insularidade é uma questão-chave para os negócios

No Brasil, 41% dos empregados afirmam que prefeririam mudar de departamento a ter que reportar a um gestor com valores diferentes dos seus. E, 34% se esforçariam menos se o líder de sua equipe tivesse crenças políticas diferentes das suas. 

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Metodologia: O Edelman Trust Barometer 2026 é a 26ª edição da pesquisa anual de confiança desenvolvida pela Edelman. O estudo foi produzido pelo Edelman Trust Institute e consistiu em entrevistas online de 30 minutos, conduzidas entre 25 de outubro e 16 de novembro de 2025. Saiba mais >

33,938
Entrevistados

28
Países 

±1,200
Entrevistados por país

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As empresas têm um papel fundamental para lidar com a crise da insularidade

Entenda como isso impacta o seu negócio e de que forma a Edelman pode ajudar