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A 5ª edição do Relatório Especial do Edelman Trust Barometer: Confiança e Saúde revela um cenário cada vez mais fragmentado, marcado pela polarização, pela queda da confiança e pela crescente dificuldade de distinguir informações confiáveis sobre saúde. Em diferentes mercados, a maioria das pessoas acredita em pelo menos uma afirmação sobre saúde que divide opiniões, mostrando como a incerteza sobre temas de saúde se tornou uma realidade global.
· Em todo o mundo, as pessoas se sentem significativamente menos confiantes para tomar decisões relacionadas à própria saúde.
· Profissionais de saúde disputam atenção e influência com familiares, amigos, criadores de conteúdo e ferramentas de inteligência artificial.
· Um engajamento mais efetivo começa pela compreensão das preocupações das pessoas e pela capacidade de orientá-las em direção a melhores resultados de saúde.
Nesse contexto, construir confiança exige clareza, empatia e uma comunicação capaz de dialogar com as pessoas a partir de suas realidades e experiências.
No Brasil, a confiança na tomada de decisões sobre saúde está diminuindo, com uma queda de 11 pontos em relação ao ano anterior (2025 vs. 2026). Esse declínio expressivo reflete a crescente dificuldade das pessoas em navegar por informações relacionadas à saúde.
A realidade é que há diferenças significativas na forma como as pessoas pensam sobre saúde, tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento e em todos os níveis de escolaridade. Em vez de buscar uniformidade nas crenças, é mais eficaz investir em melhores resultados e maior impacto em saúde.
Na maioria dos países analisados, as pessoas demonstram resistência em confiar em quem tem visões diferentes sobre questões de saúde. Diante desse cenário, comunicadores e profissionais precisam reforçar objetivos e valores compartilhados entre diferentes grupos. Reunir diferentes perspectivas e promover o engajamento das comunidades são estratégias que ajudam nesse processo.
As pessoas estão abertas a novas recomendações sobre temas de saúde quando elas vêm de fontes confiáveis. Para ampliar a influência dessas mensagens, é importante aumentar sua frequência e estar presente nos diversos canais e pontos de contato onde consumidores e pacientes buscam informações.
Com tanta informação disponível e tantos especialistas para consultar, já não basta fornecer informações precisas. É preciso ajudar as pessoas a compreender e interpretar informações. Em um sistema fragmentado, profissionais de saúde ampliam sua influência por meio da parceria, da empatia e do apoio aos pacientes na tomada de decisões.
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75% dos brasileiros acreditam que pelo menos uma das seis afirmações sobre alimentos, vacinas e medicamentos que dividem opiniões é verdadeira. Entre eles, 43% acreditam que a proteína animal é mais saudável do que a proteína vegetal, e 29% acreditam que vacinas são usadas para controle populacional.
A escolaridade tem pouca influência sobre essas crenças: 73% dos brasileiros com ensino superior acreditam em pelo menos uma dessas afirmações, percentual próximo aos 78% observados entre aqueles sem diploma universitário. Elas também atravessam diferentes posicionamentos políticos, estando presentes tanto entre pessoas identificadas com a direita (82%) quanto com a esquerda (68%).
Entre aqueles que não acreditam em nenhuma afirmação sobre saúde que divide opiniões, apenas médicos e especialistas de saúde são vistos como fontes confiáveis para dizer a verdade sobre questões de saúde. Já entre aqueles que acreditam em muitas dessas afirmações, a confiança se estende a médicos, amigos e familiares e, entre os respondentes empregados, em seus CEOs.
Metodologia: O Relatório Especial Edelman Trust Barometer 2026: Confiança e Saúde é a quinta edição anual da pesquisa Confiança e Saúde da Edelman. O estudo foi conduzido pelo Edelman Trust Institute e se baseia em entrevistas online de 25 minutos realizadas entre 28 de fevereiro e 11 de março de 2026.Saiba mais >
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